
Heinz

Alemanha
Aos onze anos de idade o jovem alemão havia recebido a primeira visita da morte. Como uma boa amiga que se apresenta e deixa um presente, deixou para Heinz a dor latente da perda, perda essa que viraria a pior de suas cicatrizes com o passar dos anos.
Vivendo sob os domínios do pai, Jung aturou as manias e exigências de um homem egocêntrico e sem pudor algum, perdendo por consequência sua inocência cedo demais.
Certo dia, munido de amargor, verteu de seu coração toda a raiva que carregava do pai, via nas mãos dele o sangue de sua amada progenitora e usaria as suas para findar a dor.
Inútil.
Fôra então como punição mandado pelo Senhor Jung para julgamento, pela tentativa de assassinato, sendo condenado e sentenciado a passar o restante de seus dias em um manicômio judiciário pela instabilidade mental e consequentemente pela insanidade que os falsos laudos de seu pai deram um jeito de comprovar.
Manicômio

Na Raven Asylum, Hoseok foi logo encarcerado com os mais encrenqueiros, os que haviam sido taxados como “os maiores perigos da sociedade”, culpa é claro de seu temperamento forte e suas brincadeiras de mau gosto, manias essas que conseguiram lhe render inúmeras surras extras.
Os maus tratos, as violências e os remédios causaram no jovem pesadelos que o perseguem até hoje, pesadelos que se repetem sem parar na mente do jovem alemão dia após dia, esgotando toda a sanidade do garoto.
"979! Número 979, apresente-se! " - Gritava o médico acompanhado de dois enfermeiros. -
"Hier." - O moreno pronunciou-se com os olhos flamejando. - "Venha. É uma ordem. Tragam ele de uma vez!" - O homem de jaleco esbravejava e logo Jung já estava sendo arrastado pelos corredores brancos. -
"Para onde estou indo? O que é isso?" - Hoseok tentava os parar arrastando os pés no chão, contudo era escorregadio demais para isso. -
"Você logo irá ver." - Um dos enfermeiros sussurrou e deixou uma risada escapar. -
[ ... ]
"Artz, ich bin gesund! Estou são, eu juro! Por favor não coloque isso em mim! Nein! Nein! " - Jung berrava enquanto era preso com tiras de couro em uma cama metálica, sentindo o coração pulsar descompassado dentro do peito.
"Três choques e depois levem ele pro gelo. O primeiro de 30 miliampères, os outros dois podem aumentar para 55 miliampères. Se ele ainda estiver falando eu libero 75 miliampères." - Hoseok sabia que acima de 20 seus músculos iriam contrair e não conseguiria mais se mover. Lembrava vagamente que ao chegar em 75 seus pulmões seriam afetados e depois o coração. De qualquer forma a consequência seria sempre a mesma: a morte. -
Haviam sido quatro dias e três noites dentro de uma sala fria, servindo de entretenimento para os funcionários e de cobaia para os médicos. Já não distinguia o que era moralmente correto e o que não era, sequer conseguia gritar, havia perdido a força de todos os músculos de seu corpo, havia perdido a aparência de vivo e toda a sua alma. Jamais voltaria a ser um adolescente normal. Jamais voltaria a sentir. Não soube dizer por quanto tempo ficou desacordado, nem quando ganhou roupas e aparência de ser humano outra vez, mas quando finalmente teve forças para reagir, encontrava-se deitado em sua cama branca ao lado de seus remédios diários esperando as feridas se curarem para tudo começar novamente. -

COREIA DO SUL

Após escapar, em meio a uma fuga em massa, da Raven Asylum, Hoseok procurou se reerguer e voltou para a terra natal de sua falecida mãe: a Coreia do Sul.
Com a ajuda de seu avô conseguiu terminar a faculdade de letras e inclusive investir no sonho de ser escritor, contudo, quando a morte o visitou mais uma vez e lhe tomou tudo o que tinha de precioso, Jung em meio a dor e frustração passou a perseguir seus alunos como uma forma de se manter lúcido e depois da primeira vítima nunca mais conseguiu parar.
About

Nome: Jung Hoseok
Idade: 26 anos
Aniversário: 2 de março
Profissão: Professor de literatura
Qualidades:
Observador
Prestativo
calmo
gentil
Defeitos:
Possessivo
manipulador
debochado
tarado
DIE UNGEKEHRTE WELT

Após anos sendo submetido aos remédios forçados e torturas de um manicômio que lembrava muito o inferno, Jung Hoseok ficou preso na mais profunda camada da escuridão, em um mundo doentio que acabou batizando de "Mundo Invertido". Um lugar onde nada era o que parecia ser, cheio de surpresas e gatilhos de atrocidades sendo feitas, que notoriamente o fizeram cair no mais profundo desespero. Histórias reais e fantasiosas que dominavam seus pensamentos sem o deixar saber o que fazia parte do "seu mundo" e o que não fazia. Sempre obrigando-o a lutar internamente consigo, fazendo-o duvidar de sua humanidade e os seus medos tentando o pior de si à aflorar. Negando-se a tomar qualquer tipo de remédio outra vez, Jung usava do próprio autocontrole para viver em sociedade, segurando seus impulsos forjados e saciando superficialmente seus desejos vez por outra, levando suas vitimas a experimentarem cada um de seus pensamentos deturpados, matando-as por dentro antes de fazer o mesmo por fora.
OBS - As informações aqui citadas não são públicas, Jung Hoseok, conhecido como Heinz, cultiva uma identidade de professor universitário. Toda e qualquer informação aqui contida é para fomentar uma interação futura. Caso crie uma situação em que seja possível descobrir tais informações faça-a de maneira estruturada ou não será considerada, atenciosamente.
02 de março de 2000, Düsseldorf.
Heute führen Mama und ich für die ganze Stadt ziemlich schnelle!
Die Sonne ist shine aber ich kann nicht sehen.
10 de abril de 2000, Düsseldorf.
In Deutschland Mama ist sehr glücklich. Ich auch! Papa ich weiss es nicht, aber mama liebe er mehr als ich.
5 de setembro de 2000, Berlim.
Ich möchte Mama sehen. Ich möchte spielen mit Mama. Ich möch…
16 de novembro de 2000, Berlim.
Heute Papa und ich helfen Mama! Sie weinte viel. Ich liebe meine Vater.
02 de janeiro de 2001, Berlim.
Mama und Papa spielen nicht mehr mit mir...
22 de fevereiro de 2001, Munique.
Papa, kannst du nicht zurückkommen? Papa komm, Bitte. Papa, es gibt keine Blumen hier, aber Dornen verletzen mich immer.
02 de novembro de 2001, Munique.
Tag und Nacht träume ich mit Ihrer Zuneigung. Wenn Sie dafür kommen, siehe mich? Ich brauche meine Mama. Bitte… Ich erinnere mich an Ihre Stimme nicht mehr.
22 de dezembro de 2004, Munique.
Ich komme zurück, Vater.
10 de agosto de 2009, Berlim.
Heute seit ich einem monat im gefängnis.
17 de agosto de 2009, Berlim.
Gott, bitte, bitte, helfe mich.
24 de agosto de 2009, Belim.
Ich schreibe, während ich für mich selbst denken kann.